Wednesday, August 11, 2004

Crónicas quotidianas

Agora vou de férias, até à bonita ilha da Madeira. Mas a partir de Setembro pretendo começar a escrever neste espaço "crónicas quotidianas". Quero escrever sobre o tema da solidão, do egoísmo, dos vícios, dos amores e desamores, quero libertar as palavras que estão no meu interior. Mas quero fazê-lo de uma forma serena, calma e espontânea. Á semelhança do que acontece neste blog, que é um dos meus blogs preferidos.

Fortunas da Luizinha

Não passa indiferente a ninguém o facto da fila para as “Farturas da Luizinha” manter-se sempre longa, apesar das várias barracas de farturas e churros espalhadas no recinto da Feira de Sant’iago. Idalina Antunes veio este sábado com o marido à feira, pela primeira vez este ano, e está há 10 minutos na fila para comprar meia dúzia de farturas Luizinha. “Não vou para a fila do pão e venho para aqui, veja lá”, desabafa. No entanto, Idalina permanece impávida e serena no seu lugar. “Se quer que lhe diga, nem sei bem porquê. Vejo toda a gente aqui, e aqui estou eu também”, tenta explicar.
As “Farturas da Luizinha” marcam presença há 40 anos na Feira de Sant’iago. Segundo nos disse o seu proprietário, Manuel Gonçalves Pereira, o negócio das farturas foi iniciado pela avó da sua esposa Esmeralda Palma Pereira, que se chamava exactamente Luizinha, e que continuou a ser dirigido pelos sogros. Quando estes deixaram de trabalhar, Manuel Gonçalves Pereira continuou o rentável negócio de família e agora vê, com orgulho, os seus filhos a trabalharem nele também. Em relação ao sucesso do negócio, Manuel Pereira diz que o segredo reside na qualidade dos produtos que utiliza na confecção das farturas. “Trabalhamos sempre com a mesma qualidade de produtos e essa é a razão pela qual temos sempre filas enormes”, diz, avançando que “de ano para ano” a barraca da Luizinha tem tido cada vez mais clientes. “Tenho pessoas que vêm cá há mais de 30 anos”, diz com visível satisfação. “Esta fartura não cria azia, não sabe a azeite, o cliente fica satisfeito e volta”. Em relação ao facto de ter clientes por vezes mais de 30 minutos à espera para comprar uma fartura o vendedor diz que os cinco elementos da equipa trabalham “o mais rápido que podem” mas “como a quantidade de farturas que cada cliente leva é grande o serviço fica mais demorado”.
Para além da Feira de Sant’iago, quem quiser matar saudades das farturas da Luizinha no restante período do ano basta ir ao mercado do Pinhal Novo, no segundo domingo de cada mês.

Feiras e Farturas

No outro dia fui à Feira de Sant'iago de Setúbal e reparei que uma barraca de farturas - Farturas da Luizinha" - tinha uma longa fila de espera, ao contrário de outras que se encontravam no recinto da feira. Não resisti e pus-me a falar com o vendedor e, simultaneamente, cozinheiro da dita barraca e com os clientes, que aguardavam pacientamente a sua vez para comprarem meia dúzia de farturas, para averiguar "o mistério". O resultado desta acção espontânea é publicado a seguir, na peça "Fortunas da Luizinha".

Thursday, August 05, 2004

Evolução

Gosto de ver os projectos com os quais colaboro a crescer. Por isso, fiquei muito satisfeita quando soube que o jornal O Templario tem edição on-line desde ontem.

Monday, August 02, 2004

Simplicidade

Das coisas que mais gosto entre os jornalistas é a simplicidade com que se tratam uns aos outros, sem grandes cerimónias, criando uma atmosfera de cumplicidade profissional que nos deixa bem mais à vontade. Eu não consigo tratar nenhum jornalista por você. Não soa natural... Mas acho que não sou a única a pensar assim, não é verdade?

Iniciativa

Um dia, há bem pouco tempo, soube que o "Levanta-te e Ri" vinha a gravar em Setúbal. Acho piada ao programa e sempre quis fazer um trabalho sobre os bastidores do espectáculo. Cheguei, apresentei-me ao produtor que atendeu o meu pedido e passei quatro horas no meio do público, dos tecnicos e do pessoal da equipa de produção. Foi um trabalho muito interessante que culminou com uma entrevista ao Fernando Rocha quase às 3 da manhã. Espero que venha ser publicado em breve numa revista de televisão, de grande dimensão nacional. Depois conto qual.